How To Get a Job In Digital Marketing

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Growth Hacking: Atraia mais clientes com menos recursos com Fábio Póvoa

O alvo é só um: crescer. Saiba técnicas pensando fora da caixa e de baixo custo para atrair e fidelizar seus clientes e crescer mais rápido com Growth Hacking nessa mentoria online com Fábio Póvoa, da Movile.

Growth Hacking: pensando fora da caixa para acelerar sua empresa

O Growth Hacking é novo aqui no Brasil, mas já é muito comum fora do país. Ele é aplicado por grandes startups do Vale do Silício, o famoso pólo tecnológico nos Estados Unidos, referência mundial em inovação. Mas afinal, o que é o Growth Hacking?

A melhor maneira para entender o que é esta nova posição nas empresas é redefinir o que é um hacker. O termo sempre foi conhecido por estar relacionado a crimes virtuais. Ao contrário dessa crença, o hacker é aquele indivíduo com uma dedicação além do comum em busca do conhecimento. Aquele cara que não sossega enquanto não entender toda e qualquer parte do que se propôs. Cada mínimo detalhe. Seja sistemas, hardwares, ou neste caso especifico, vendas.

Neste contexto, o Growth (do inglês, crescimento) Hacker é um profissional cujo objetivo é fazer crescer o número de usuários de um produto ou serviço. Ou seja, através de uma metodologia testável e escalável, o Growth Hacker alavanca as métricas de conversão.

Growth Hacking x Marketing

Você deve estar se questionando se não estamos falando de um profissional de marketing, certo? Não, não estamos. Enquanto muitas pessoas consideram que o crescimento do número de usuários seja uma função de marketing, encontramos exemplos de produtos que aumentaram as vendas de outras formas.

Há muitas decisões responsáveis pelo crescimento do número de usuário de um determinado produto ou serviço. Por isso, o Growth Hacker tem um papel multifuncional englobando não apenas o marketing, mas o produto, as operações empresariais, finanças e até mesmo os recursos humanos.

A ideia é que a cada decisão que a sua empresa faça o Growth Hacker aborde a seguinte questão: Qual será o impacto desta escolha para o crescimento do seu negócio ou dos consumidores?

Você pode ser um Growth Hacker?

Você teria capacidade de assumir a responsabilidade pelo crescimento de uma unidade de negócios? O Growth Hacker tem como objetivo imediato conectar o seu mercado-alvo com o produto ou serviço do seu negócio. O profissional deve ter a criatividade para descobrir maneiras únicas de condução do crescimento, além de testar e evoluir as técnicas já comprovadas por outras empresas.

Um Growth Hacker também precisa ser disciplinado para seguir um processo de priorização de idéias, testando-as, além de ser analítico o suficiente para saber definir os mecanismos que apresentaram resultados positivos para serem mantidos, repetidos e escaláveis, visando o crescimento do negócio.

A característica essencial de um Growth hacker é a criatividade. Sua mente é a melhor ferramenta de trabalho. Este profissional vai além de estratégias de Adwords ou SEO para a distribuição da informação. Canais tradicionais de marketing, muitas vezes geram um alto custo por aquisição e baixo valor pelo tempo que duram, devido à alta saturação. Em uma época de usuários sociais, a estratégia de crescimento vem do ajuste de um produto ao mercado, elevando as escalas virais pela experiência do consumidor.

Algumas ferramentas utilizadas por um Growth Hacker

  1. Aquisições Virais: Através do compartilhamento de conteúdo dos usuários existentes para os novos;
  2. Aquisições Pagas: Com estratégias de SEM (search engine marketing), Links patrocinados (Google Adwords, Facebook Ads), anúncios na TV, celulares, rádios, marketing de afiliados, dentre outros;
  3. Marketing de Conteúdo (Content Marketing): Através de posts em blogs, infográficos e vídeos virais, aumentam a visibilidade da marca e o tráfego para o site, convertendo visitantes em consumidores;
  4. E-mail Marketing: Estratégia de relacionamento utilizada para conversão de novos consumidores e motivação para gastarem mais com o seu negócio;
  5. SEO (otimização em sites de buscas): Efetivamente utilizado para construir uma infraestrutura escalável aplicáveis a inúmeras páginas, ao invés da seleção tradicional de uma pequena quantidade de palavras-chave.

Em suma, o Growth Hacking é a interseção entre o marketing e o desenvolvimento do produto, fazendo mais com menos. As estratégias são articuladas desde o desenvolvimento do produto e, por isto, levando uma experiência mais agradável ao consumidor que, por sua vez, atrai novos usuários ao viralizá-la.

Agora que você já conheceu o cargo que tem feito a diferença no Vale do Silício é hora de começar a pensar a ser um ou ter um Growth Hacker na sua empresa!

Marketing de conteúdo e web semântica

Socializar. Compartilhar. Conversar. Interagir. Neste mundo cada vez mais conectado, o marketing conjuga estes verbos constantemente para criar uma relação de confiança e valor entre instituições e pessoas, disponibilizando conteúdo adequado e relevante a cada contexto imaginado.

Este conteúdo se apresenta na forma de recursos cada vez mais variados, em distintos formatos, e em diferentes contextos disponibilizados na web. Marketing de conteúdo busca flexibilidade para adicionar novos recursos, para mapear ligações e mudanças entre os recursos, para refletir os diferentes contextos do negócio, para garantir integração entre canais, para deixar os recursos com dados inteligentes – smart data, e para entender e medir o engajamento do cliente.

Web semântica, ou web de dados, promove a interoperabilidade semântica entre estes recursos com uma linguagem e regras gramaticais bem definidas, processável e compreensível tanto por humanos, como por agentes de software.

Um conteúdo relevante presente nos recursos, como textos sobre produto ou serviços, vídeo, imagens, infográficos, e-books, avaliações de clientes, informação técnica, entre outros, precisa, então, disponibilizar uma estrutura semântica para ser automaticamente localizado, reutilizável e adaptado aos diversos canais como redes sociais e e-mail marketing.

Inicialmente, três grandes passos podem ser adotados. O primeiro passo é a construção da taxonomia envolvida ao contexto no qual os recursos estão inseridos e, assim, compartilhar vocabulário expresso nos diversos canais. Ferramentas como Google Keyword Planner, Squirrly e Keywordtool.io podem auxiliar nesta construção.

Já o significado aparece em metadados ou em anotações semânticas. Os metadados devem ser inseridos nos próprios recursos que descrevem ou serem armazenados em repositórios, na forma de anotações. Anotação semântica identifica, formalmente, conceitos e relações entre conceitos presentes nos recursos Web. Por exemplo, em páginas HTML (Hyper Text Markup Language) é possível inserir metadados através de marcações não visíveis na exibição da página pelo navegador. Os padrões associados são RDFa (Resource Description Framework in atributes), microdata, JSON-LD (JavaScript Object Notation para Linked Data) e OWL (Web Ontology Language). Já para armazenamento, surge como exemplo o banco de dados virtuoso e a linguagem para consulta SPARQL.

Anotador e consumidores da anotação devem compartilhar o mesmo significado e interpretação. Para ist, deve ser providenciada a referência a um ou mais vocabulários controlados – acordos sobre os dados transportados para organizar os conceitos e promover o desenvolvimento de ferramentas que os representam.

O segundo passo é anotar semanticamente os recursos com vocabulários controlados.

O site Linked Open Vocabularies – LOV apresenta 563 vocabulários separados por categorias como biologia, pessoas e multimedia, e interações entre eles. Alguns vocabulários em destaque são Dcterms (DCMI Metadata Terms), Dce (Dublin Core Metadata element set), Foaf (Friend of a Friend), Skos (Simple Knowledge Organization System) e o Geo (WGS84 Geo Positioning). Google e Yahoo criaram o Schema.org, atualmente adotado por muitas empresas, entre elas, Microsoft, Pinterest, Yandex.

Motores de busca, ao utilizarem estes metadados proporcionam consultas mais precisas, envolvendo não somente palavras-chave (taxonomia), mas propriedades (metadados), como autor, formato, datas diversas e outros, e o propósito como o contexto no qual o recurso se insere, sua qualidade, suas condições de uso, suas estratégias de preservação, e assim por diante.

O grande exemplo é o Google, onde os dados estruturados são conhecidos como rich snippets e rich cards – associados ao vocabulário controlado schema.org. Mais de 200 fatores são considerados nas suas buscas visualizados em rich results – dados presentes nos rich cards – e knowledge graph cards – dados agregados de uma variedade de informações relevantes e confiáveis sobre entidades como pessoas, locais e organizações.

O terceiro passo é construir uma rede de dados com a ligação entre os diferentes recursos internos e externos de tal forma a enriquecer o conteúdo do recurso disponibilizado. Linked Data é o conjunto de boas práticas para publicar e conectar conjuntos de dados estruturados na Web. Seus princípios básicos são usar URIs como nomes para recursos; usar HTTP URIs de forma que as pessoas possam procurar por estes nomes; quando alguém procurar por uma URI, fornecer informações úteis, usando os padrões (RDF*, SPARQL); e incluir links para outras URIs para que as pessoas possam descobrir mais coisas sobre o conteúdo.

Entre as ações de marketing digital associadas ao marketing de conteúdo, destaca-se o SEO (Search Engine Optimization) para promover os recursos existentes no site perante os motores de busca, e o Digital Data Management para publicar, acompanhar e monitorar analiticamente os dados presentes nos recursos.

O resultado destes passos são páginas interpretadas automaticamente pelos agentes ou serviços web semânticos, principalmente, para criar uma experiência relevante para o usuário, para realizar uma comunicação com os assistentes pessoais ou com os motores de busca de tal forma que eles possam recomendar seu conteúdo em suas pesquisas. Enfim, para conjugar os verbos do mundo digital.

Por Regina Cantele para o iMasters